sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Amostragem Não-probabilística. Que onda é essa?!


O objetivo deste post é fazer uma breve comentário sobre amostragem não-probabilística. Conceitos básicos são pré-requisitos para um maior entendimento. Para consulta-los(em inglês) clique aqui.

Em ano eleitoral pesquisas eleitoreiras são feitas a exaustão(estima-se que este mercado movimente até 200 milhões/ano), mas o que poucos sabem é que, em sua maioria, os intitutos utilizam amostragem não-probabilística e divulgam seus resutados com margem de erro, nivel de confiança... ou seja, argumentos probabilisticos.


A enooorme diferença entre a amostragem probabilística e não-probabilística é a seguinte:

Para a amostragem probabilística, aleatoriedade é uma característica do processo de seleção, na amostragem não-probabilística, uma suposição(

há um pressuposto de que há uma distribuição uniforme das características da população. Isto é o que faz com que o pesquisador acredite que se uma amostra é representativa, os resultados irão ser precisos).



Pesa contra a amostragem não-probabilística:



- não

há maneiras de estimar a probabilidade de qualquer elemento que está sendo incluídas na amostra


- não é possivel estimar a variabilidade ou identificar possíveis tendências



- como não foram utilizados conceitos probabilísticos, sua generalização é questionável





Apesar destes inconvenientes, os métodos de amostragem não-probabilística podem ser úteis e tem como principais benefícios:

- permite comentários descritivos sobre a própria amostra são desejados


- são rápidos, baratos e convenientes(pressa é um dos fatores imprescindíveis para uma ótima pesquisa durante um ano eleitoral)


- inviabilidade da realização de amostragem probabilística


- permite testar questionários e alguns estudos preliminares durante a fase de desenvolvimento de uma pesquisa.


Sendo assim, os institutos fazem suposições indevidas para calcular o tamanho da amostra e selecionam seus entrevistados de forma não-probabilística(geralmente por quotas...).


Antes que alguém me pergunte como isto continua a acontecer, pois tais suposições são indevidas, e pq nenhuma autoridade estatística toma alguma atitude(os conselhos so servem para cobrar mensalidade segundo boatos...), ouso responde-los: FALTA CONHECIMENTO ESTATÍSTICO DOS CLIENTES E DA POPULAÇÃO EM GERAL! SIMPLE AS THAT!


Para ler mais sobre amostragem não-probabilística visite este site da
Statican - 'O IBGE do Canadá'.

Ou se quiser ter uma melhor ideia da crítica feita pelos amostristas probabilistas aos não-probabilistas, veja este artigo interessantíssimo do Professores José Ferreira de Carvalho(Statistika) e do Cristiano Ferraz(UFPE).

Um abraço probabilistico!


"- Ela não está feliz com você!

- Ninguém casado é feliz, seu idiota."

Diálogo entre Simmons e Clarke em Funny People.

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